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Casamento + Sexo: dá?

Casamento + Sexo: dá?

Escritora do livro “Sexo no Cativeiro”, terapeuta de casais Esther Perel estuda sobre sexo no casamento: “como desejar aquilo que você já tem?”

A terapeuta belga fala nove idiomas. Tem um sotaque meio francês que implicitamente parece reforçar a sua autoridade. 

 

A sua palestra no TED em 2013, "O Segredo do Desejo em um Relacionamento Duradouro", teve um milhão de acessos nas primeiras duas semanas em que foi publicada, enfrentando uma aparente epidemia de casamentos com baixa libido no que, em tese, seria a era menos reprimida da História Moderna.

 

"Atualmente, o que é veemente demais não inspira. Mas falar sobre o mistério é imensamente inspirador". Abraçar os mistérios do desejo significa que ela também não tem a obrigação de oferecer respostas normativas para ressuscitar uma vida sexual já morta.

 

 Os livros e as palestras de Esther alegam que, na busca do conforto e intimidade totais, os casais às vezes destroem qualquer possibilidade de reacender a chama.

"A intimidade torna-se cruel quando exclui qualquer possibilidade de descoberta", escreveu em "Sexo no Cativeiro". E também: "Quando não existe nada mais a esconder, não existe nada mais a procurar".

 

Essa noção, por mais intuitiva que possa ser para qualquer mulher comum, surgiu como uma espécie de revelação para a comunidade da terapia de casais.

 

Segundo Esther, a terapia de casais nos últimos 20 anos enfatiza a necessidade de segurança em um relacionamento. "No entanto, se a mulher fosse tão domesticada e tudo o que ela quisesse fosse segurança, por que todas as civilizações precisaram trancafiá-las, já que elas não iriam a lugar algum, certo?"




  • Procuramos uma âncora firme e confiável em nosso parceiro. Mas, ao mesmo tempo, esperamos que o amor ofereça uma experiência transcendente que nos permita sobrepujar nossas vidas comuns. O desafio para os casais modernos está em conciliar a necessidade de segurança e previsibilidade com o desejo de buscar o que é empolgante, misterioso e assombroso. 


    Para uns poucos felizardos, isso quase não é um desafio. Esses casais facilmente conseguem harmonizar as tarefas de limpar a garagem e coçar as costas um do outro. Para eles, não há dissonância entre compromisso e excitação, responsabilidade e brincadeira. Eles podem comprar uma casa e ser sacanas dentro dela, também. Podem ser pais sem deixar de ser amantes. Em resumo, são capazes de unir o comum ao misterioso. Mas, para o resto de nós, procurar entusiasmo na mesma relação em que estabelecemos permanência é pedir demais. Infelizmente, muitas histórias de amor desenvolvem-se de tal maneira que sacrificamos a paixão para ter estabilidade. 


    Então o que quero?
    Adele (paciente) entra em meu consultório com um sanduíche numa das mãos e um trabalho que está fazendo às pressas na outra.

    Aos 38 anos, é uma advogada autônoma de sucesso. Está casada há sete anos com Alan. É o segundo casamento de ambos, e eles têm uma filha, Emilia, de 5 anos.

    Adele está vestida com simplicidade e elegância, embora já andasse havia algum tempo com intenções de ir ao cabeleireiro e agora se note que está precisando. 


    - Quero ir direto ao que interessa - diz ela.

    - Oitenta por cento do tempo, estou feliz com ele. Feliz mesmo. 

    Essa mulher organizada e realizada não tem um minuto a perder:

    - Ele não diz certas coisas; não é efusivo; mas é um cara muito legal. Eu pego o jornal e me sinto feliz. Somos saudáveis; não nos falta dinheiro; nossa casa nunca pegou fogo; não temos que nos esquivar de balas ao voltar para casa do trabalho. Eu sei quão difícil pode ser a vida nesses lugares. Então o que quero? 


    -Olho para meu amigo Marc, que está se divorciando da terceira mulher porque, diz ele: 'Ela não me inspira'. Então pergunto a Alan: 'eu inspiro você?', e sabe o que ele diz? 'Você me inspira a fazer frango todos os domingos.' Ele faz um coq au vin fantástico, e sabe por quê? Porque ele quer me agradar; ele sabe que eu gosto. 


    "Então estou tentando entender do que sinto falta. Você conhece aquele sentimento que a gente tem no primeiro ano, aquela palpitação, o friozinho no estômago, a paixão física? Nem sei se ainda consigo sentir isso. E quando toco nesse assunto com Alan, ele faz aquela cara. 'Ah, quer falar de novo sobre Brad e Jen?' Até Brad Pitt e Jennifer Aniston se cansaram um do outro, certo? Já estudei biologia; sei como funcionam as sinapses, como o hábito diminui a reação; entendo isso. O arrebatamento diminui, sim sim sim. Mas, mesmo se eu não puder sentir aquela palpitação, quero sentir alguma coisa. 


    "Meu lado realista sabe que a empolgação no início é por causa da insegurança de não saber bem o que ele sente. Quando estávamos namorando e o telefone tocava, era emocionante porque eu não sabia que seria ele. Agora, quando ele viaja, digo para não me ligar. Não quero ser acordada. Meu lado mais inteligente diz: 'Não quero insegurança. Sou casada. Tenho uma filha. Não preciso me preocupar toda vez que ele vai para fora: Será que ele gosta de mim? Será que não gosta? Vai me trair?' Você conhece esses testes de revista: Como dizer se ele ama mesmo você. Não quero me preocupar com isso. Não preciso disso com meu marido agora. Mas gostaria de recuperar um pouco daquela emoção. 


    "No fim de um longo dia de trabalho, cuidando de Emilia e cozinhando, fazendo faxina, riscando itens da minha lista, sexo é a última coisa que me passa pela cabeça. Nem sequer quero conversar com alguém. Às vezes, Alan vê televisão e eu vou para o quarto ler e fico muito feliz. Então o que estou tentando colocar em palavras aqui? Porque não estou só falando de sexo. Quero ser olhada como mulher. Não como mãe, não como esposa, não como companheira. E quero olhá-lo como homem. Poderia ser um olhar, um toque, uma palavra. Quero ser enxergada sem a bagagem toda. 


    "Ele diz que a questão tem dois lados. Tem razão. Não é como se eu vestisse meu negligê e ficasse uma brasa. Sou preguiçosa no departamento 'faça com que eu me sinta especial'. Quando nos conhecemos, dei-lhe de presente de aniversário uma pasta, que ele tinha visto numa vitrine e adorado. Dentro, havia duas passagens para Paris. Esse ano, dei-lhe um DVD e comemoramos com um casal de amigos comendo um bolo de carne que a mãe dele tinha feito. Nada contra bolo de carne, mas a coisa chegou a esse ponto. Não sei por que não me esforço mais. Fiquei complacente." 


    Adele, no seu jorro ininterrupto, capta vivamente a tensão entre o conforto do amor numa relação formal e seu efeito atenuador sobre a vitalidade erótica. Familiaridade de fato é algo tranquilizador, e traz um sentimento de segurança do qual Adele jamais sonharia abrir mão. Ao mesmo tempo, ela deseja recuperar o entusiasmo e a emoção que sentia com Alan no início. Quer o aconchego e a energia, e quer as duas coisas com ele.

    Esther afirma: - pode me chamar de idealista, mas acredito que amor e desejo não são incompatíveis, apenas nem sempre ocorrem ao mesmo tempo. De fato, segurança e paixão são duas necessidades humanas distintas e fundamentais que têm origens diferentes e tendem a nos puxar para lados opostos.


    Fonte: 

    http://revistamarieclaire.globo.com/Marieclaire/0,6993,EML1543228-1731,00.html

     

    http://revistamarieclaire.globo.com/EditoraGlobo/img/transp.gif
    Trecho do livro "Sexo no cativeiro", de Esther Perel. Editora Objetiva

     

    https://delas.ig.com.br/amoresexo/2014-02-12/sem-nada-a-se-esconder-nao-ha-mais-nada-a-procurar-diz-terapeuta.html

     Delas - iG @ https://delas.ig.com.br/amoresexo/2014-02-12/sem-nada-a-se-esconder-nao-ha-mais-nada-a-procurar-diz-terapeuta.html

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Cintia Klein: Fundadora de V-LOV

Autora

Bem-vindos! Muito prazer.

Venho aqui cheia de energia para melhorar a minha vida, e a sua vida.

Antes disso, tive que resolver uma questão de assédio no trabalho, que me causava enorme sofrimento, e enfim sair do papel de vítima e assumir as rédeas da minha carreira.

Para chegar aqui, precisei reunir muita coragem para me demitir e findar este capítulo.

Saí de cabeça erguida, num dia de avaliação de desempenho. O primeiro feed-back da avaliação era sobre minha participação em uma reunião, que gerou reclamação de um Diretor. Entendi claramente que eu não "podia discutir estratégias com Diretores."

Foi um choque! E a gota d'água. Justamente porque durante um ano eu estava sendo treinada para manifestar mais a minha voz.
O meu mentor, um excelente executivo desta mesma empresa, VP de Marketing da Inglaterra, havia me incentivado a falar mais nas reuniões estratégicas, inclusive, havia me inscrito num curso de Liderança, exatamente para praticar falar em público e em reuniões. Foi duro fazer aula de teatro em inglês, com outros colegas da empresa, e aprender a expor minha voz. E ao mesmo tempo, percebi que a minha voz era digna de respeito e tinha a sua valia.

Naquele dia caiu a ficha: ali, eu não poderia ter voz. A minha experiência, e as minhas entregas durante 3 anos, como responsável pelo marketing da empresa no Brasil não eram relevantes de maneira suficiente, eu teria que me calar ou concordar com as estratégias de alguns poucos executivos - incompetentes para suas atribuições profissionais e desrespeitosos como ser humano.

Assim nasceu a V-LOV, uma nova empresa atuante no mercado de saúde íntima e bem-estar feminino, para que mais mulheres possam obter a escuta nas relações de trabalho e afetivas.

Te convido a aprender mais sobre saúde, bem-estar e cuidado íntimo. Aqui o leitor tem voz, você pode dar a sua opinião. Eu trouxe informações de especialistas em campos complementares, incluindo correntes de pensamento e teorias que podem ser vistos como complementares e até mesmo divergentes em alguns aspectos. Utilize aquela que se aplica mais a você.

A diversidade de crenças é permitida e estimulada, você pode repensar, concordar, discordar, ter dúvidas e até nos questionar. O diálogo é vital para a melhoria de nosso relacionamento. O valor de trabalho na V-LOV é o respeito as opiniões diversas.

Nossa atividade principal é cuidar de você de maneira holística, nossa meta diária é se conectar, pesquisar, selecionar e analisar novos estudos, serviços e produtos para aumentar o seu V-LOV, provendo dicas práticas, materiais educativos e de entretenimento. Uma boa parte deles estará disponível na sua conveniência, com discrição e acesso gratuito. Aproveite!

Abraços,
Cintia Klein