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O Cigano e a sua dança

O Cigano e a sua dança

A noite pra mim já estava fadada. “Estou velha de mais pra isso”, pensei enquanto fazia xixi as 3 da manhã já com vontade de estar na minha cama. Mas claro, minha amiga estava empolgada e eu podia me esforçar um pouco mais. Fomos pegar uma cerveja e ela me fez olhar a bartender. Que mulher! Braços fortes, postura de quem sabe o que quer, um bumbum lindo e gostoso. E um sorriso que se abriu largo quando olhou pra minha cara de espanto com o cruzar dos olhares! Ficou muito na cara que estávamos falando dela. E ficou muito na cara que eu senti tesão. Desde as minhas aberturas tântricas que sou muito excitável e facilmente gozável (se souberem me levar), eu não sei esconder o que estou sentindo. O olhar dela se fechou num sorriso safado como quem diz “é isso mesmo o que você está vendo, quer?” 


Aquilo me acendeu, a energia me fez ficar mais viva e fomos explorar novos espaços da balada. Chegamos perto de uns rapazes que dançavam enlouquecidos e sem vaidades. Até que meus olhos se cruzaram com os dele. Menino jovem, 1,75 mais ou menos (eu tenho 1,58), barbudo de cabelinho preto comprido meio enrolado. Brinco de argola com uma pena de prata pendurada, estilo cigano pirata do caribe. Sem camisa, magrinho mas definidinho... suado, pele morena. Olhinhos pequeninos que se cruzaram com os meus algumas vezes em sorrisos meigos (e tímidos da minha parte). Eu fiquei atônita quando percebi aquele tesãozinho me olhando. Meio sem saber o que fazer com as mãos e ao mesmo tempo curiosa.


Ele tinha um jeito diferente quase feminino de dançar, sem se importar com quem olhava. O que me fez ficar bem à vontade pra dançar também. Eu sou bem cara de pau quando decido que quero alguém. Mas aquele menino mexeu comigo de uma forma diferente. Tinha um feminino muito bem trabalhado ali dentro. 


Ficamos ali por mais ou menos umas 10 músicas. Troca de olhares, minha respiração ofegante, mente a mil. E os olhares se cruzando, aquele sorriso safado mostrando que estava disponível. E bem-disposto. Até que ele foi mais pra cima, dançar forró com uma moça. Minha amiga me pegou também e fomos rodopiar na parte de cima da rampa onde estávamos. A Maya é uma delícia de criatura, toda saidinha, magrinha, espuletada. Quando decide me pegar eu fico doida. Hoje em dia raramente eu tomo iniciativa com mulheres... mas quando elas me chamam, eu vou! 


Aquela situação com o menino estava me deixando intrigada, estava me tirando da minha zona de conforto. Apertei o foda-se e parei de olhar. E de me preocupar. 


Até que minha música começou a tocar! (Uma delas). Sereia, do Lulu Santos. Ahhhhhhhhh!!! Eu precisava dançar essa música pra valer. Fui deixar minha bolsa em um canto e o menino me apoiou na atitude “isso, fica livre pra dançar”. Nisso meu corpo aproveitou a deixa e simplesmente respondeu àquele imã que me puxava pro corpo dele. E comecei a dançar junto ao dele, sem pronunciar uma palavra e sem olhar muito para aqueles olhos que me desestabilizavam.


Como duas serpentes começamos os vai e vens sensuais, no ritmo oceânico daquela música delícia. É, não é tão comum um homem ter esse molejo, esse requebrado tão despreocupado de pudores. O corpo dele respondia aos meus movimentos como um espelho. Nossos corpos se tocavam cada vez mais. Ventre, estômago, peito... braços e mãos. Até que ele grudou os lábios nos meus, ainda sem parar os movimentos da dança. Não conseguimos mais nos soltar. Ele se lançou destemido na aventura de me explorar e eu fui me permitindo ser explorada. Aquele beijo e aquele cheiro despertaram minha fêmea. Era um caminho sem volta.


Os braços dele envolvendo meu corpo com segurança e ao mesmo tempo sutileza e sensibilidade. "Estou aqui para o seu prazer. E não vou te largar até ele se abrir por completo". Quando um homem tem a sensibilidade bem trabalhada, ele sabe muito bem o que buscar na mulher. Ele simplesmente respondia a mim. Estava completamente entregue e disponível, empenhado em me satisfazer. 

 

Percebia em mim uma sede em ter meu corpo sendo acariciado por alguém como ele há algum tempo. Fazia alguns meses que eu não vivia uma experiência tão intensa e prazerosa. Desde que comecei meu Trabalho com Sexualidade, fiquei muito mais cuidadosa com quem trocar minha energia... e também muito mais fechada, canalizando a energia para a criação.


Os beijos foram ficando mais intensos e uma eletricidade começou a tomar conta do meu corpo, subindo pelas minhas pernas, me fazendo começar a gemer e ter espasmos. A cada onda de prazer eu sentia ele me olhar admirado, compartilhando do meu prazer. Mas eu ainda não conseguia olhar pra ele de volta. Só o abraçava, retribuindo o toque do seu corpo no meu. Sentia a excitação dele aumentar ao me ver se entregando cada vez mais e por completo, jorrando prazer. Os orgasmos foram ficando cada vez mais intensos e profundos, fazendo meu corpo todo tremer, as pernas bambas. Tive que me amparar nele algumas vezes pra não cair. Ainda bem que o som estava alto, se não... bom, se não a balada toda ia ficar excitada ouvindo meus gemidos.


A noite passou sem que notássemos, quando olhamos ao redor, já era manhã. E aquele jovem Deus Grego precisou ir. Combinamos de continuar a saga logo mais. Que outras músicas ele saberia dançar?

A. Giuliani

Autora

Ariel é contribuinte de nosso website, contando algumas histórias verídicas e outras um pouco fantasiosas.
Tanto o autor, quanto seus personagens possuem seus nomes modificados, zelando pela privacidades das pessoas envolvidas.